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Short story

Os noivos fugitivos

In Juiz de Fora, two widowed retirees announce that they want to get married, and their grown-up children are not pleased.

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Words to know (12)
  • a hidroginástica · water aerobics
  • o equilíbrio · balance
  • o bombom · chocolate (a single one)
  • o guardanapo · napkin
  • o buquê · bouquet
  • a margarida · daisy
  • o cartório · registry office
  • a lua de mel · honeymoon
  • a separação de bens · keeping property separate (in a marriage)
  • a bênção · blessing
  • a faixa · banner
  • a sobrancelha · eyebrow

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Seu Ademir e Dona Neide se conheceram na aula de do clube, em Juiz de Fora. Ele tinha setenta e nove anos, era viúvo e tinha sido professor de matemática a vida inteira. Ela tinha setenta e seis, também era viúva e tinha uma loja de tecidos no centro da cidade. Na primeira aula, ele perdeu o e caiu em cima dela na água. Na segunda, levou um como pedido de desculpas. Na terceira, já estavam saindo juntos para tomar sorvete.

Dois anos depois, num almoço de domingo, os dois fizeram um anúncio para os filhos: queriam se casar. Houve um silêncio na mesa. Paulo e Ricardo, os filhos de seu Ademir, se olharam. Cristina, a filha de Dona Neide, deixou o garfo cair no prato.

“Pai, na idade de vocês, para que casar?”, perguntou Paulo. “Vocês já estão juntos. Não é necessário que tenha papel.” Ricardo, mais direto, falou da casa, da aposentadoria, dos documentos. “É melhor que vocês pensem bem. Casamento tem consequências.” Cristina disse apenas: “Mãe, eu acho que vocês deviam esperar um pouco.”

Seu Ademir limpou a boca com o com calma. “Esperar o quê, minha filha? Eu tenho setenta e nove anos. Na minha idade, esperar demais é perigoso: o noivo pode não aparecer na cerimônia.” Dona Neide riu, mas os filhos não. O almoço terminou cedo, e ninguém falou mais no assunto. Os filhos acharam que a ideia tinha morrido ali.

No sábado seguinte, às onze da manhã, os três receberam uma foto no grupo da família. Nela, seu Ademir, de terno e gravata, e Dona Neide, com um vestido azul-claro e um de sorriam na frente do Embaixo, uma mensagem: “Fugimos. Voltamos na quinta, depois da de em Tiradentes. E não se preocupem com a herança: está tudo resolvido no papel.”

Cristina ligou para Paulo, Paulo ligou para Ricardo, e Ricardo ligou para o A funcionária, muito simpática, confirmou tudo: o casamento tinha sido com separação total de A casa de cada um continuava para os próprios filhos. Os noivos tinham pensado em cada detalhe meses antes, com um advogado. “Pelo que eu entendi”, disse a moça, “a única coisa que faltava era a de vocês.”

Os três ficaram em silêncio no telefone. Então Cristina disse o que os outros estavam pensando: “A gente foi muito chato, né?” Naquela mesma noite, eles começaram a organizar uma surpresa.

Quando o casal voltou de Tiradentes, na quinta-feira, a casa de Dona Neide estava cheia de balões, primos, vizinhos e colegas da Havia um bolo de três andares e uma na parede: “Felicidades aos noivos fugitivos!” Seu Ademir tirou o chapéu, emocionado, e convidou a esposa para dançar. No meio da música, Cristina se aproximou da mãe e disse baixinho: “Mãe, da próxima vez, avisa.” Dona Neide levantou uma “Da próxima vez?”

Comprehension check

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1. Where did seu Ademir and Dona Neide meet?

2. What did Ricardo talk about at the lunch?

3. What did the photo in the family group show?

4. According to the registry office employee, what was the only thing missing?